sábado, 24 de outubro de 2026

Viva a Juventude! - O rock brasileiro encontra sua própria voz

Lançado em 1965, o terceiro álbum de Renato e Seus Blue Caps transformou influências internacionais em sucessos nacionais e ajudou a construir a identidade musical da Jovem Guarda.

Em 1965, quando a explosão dos Beatles transformava a música popular e a juventude brasileira descobria novas formas de expressão, Renato e Seus Blue Caps apresentaram Viva a Juventude!, um álbum que ajudaria a definir os rumos do rock nacional. Fundada em 1959, no bairro carioca de Piedade, por iniciativa do guitarrista e cantor Renato Barros, a banda havia começado como Bacaninhas do Rock da Piedade, adotando posteriormente um nome inspirado no conjunto norte-americano Gene Vincent and His Blue Caps. O terceiro LP de sua trajetória, primeiro pela CBS, chegou em um período de profundas transformações culturais e políticas, com o país sob a recém-instaurada ditadura militar e a indústria fonográfica descobrindo o potencial comercial do público adolescente. Meses depois, em agosto daquele ano, a estreia do programa Jovem Guarda, na TV Record, ampliaria ainda mais a visibilidade do movimento. Com 12 músicas distribuídas em pouco mais de 25 minutos, o disco reúne rock and roll, rockabilly, surf music, baladas românticas e versões brasileiras de sucessos estrangeiros, estabelecendo uma linguagem acessível, vibrante e particularmente identificada com os novos hábitos de consumo e entretenimento daquela geração.

O grande acontecimento musical do álbum é Menina Linda, adaptação de Renato Barros para I Should Have Known Better, composição de John Lennon e Paul McCartney, lançada pelos Beatles em 1964. A gravação preserva o entusiasmo melódico da original, mas ganha personalidade com uma letra em português que aproxima a narrativa romântica do cotidiano dos jovens brasileiros. Uma curiosidade das sessões é que, diante da ausência de uma gaita no estúdio, Renato teria utilizado uma escaleta para reproduzir a sonoridade característica da canção. O resultado impulsionou a popularidade do grupo e consolidou sua habilidade em transformar repertórios internacionais em sucessos locais. A influência dos Beatles também aparece em Sou Feliz Dançando com Você, versão de Lílian Knapp, cantora e compositora que mantinha um relacionamento com Renato, e em Garota Malvada, outra adaptação assinada pelo líder da banda. Já Tremedeira, baseada em uma composição italiana associada a Edoardo Vianello, acrescenta irreverência e energia dançante, enquanto Canto pra Fingir, adaptação de Rossini Pinto para uma canção gravada por Brenda Lee, revela a importância dos versionistas na construção do pop brasileiro. Mais do que traduzir sucessos, esses profissionais adaptavam melodias, expressões e sentimentos a um público que desejava participar da revolução musical internacional sem abandonar o próprio idioma.

Entre os momentos mais expressivos está Negro Gato, composição de Getúlio Côrtes que dialoga com o rhythm and blues norte-americano e guarda proximidade com Three Cool Cats, conhecida na interpretação dos Coasters. Sua narrativa bem-humorada, acompanhada por uma interpretação cheia de personalidade, tornou-se um dos registros mais emblemáticos do repertório, ganhando projeção adicional quando Roberto Carlos a regravou em 1966. Getúlio, que já havia trabalhado como auxiliar da banda e dividido apartamento com seus integrantes, também participou de gravações sem receber todos os créditos correspondentes. Outra faixa importante é Gatinha Manhosa, de Roberto e Erasmo Carlos, que combina romantismo, malícia juvenil e uma melodia imediatamente reconhecível. Há relatos da participação vocal não creditada de Erasmo, antigo integrante dos Blue Caps. Nas composições próprias, Querida Gina apresenta o lado sentimental de Renato Barros, enquanto Os Costeletas, parceria com Carlinhos e Getúlio Côrtes, aposta no humor e nos símbolos visuais da juventude roqueira. Vera Lúcia, escrita por Renato e Paulo César Barros, recupera uma gravação anteriormente lançada em compacto, e Fruit Cake e Loop the Loop reforçam a diversidade de ritmos e referências presentes no repertório.

Sob a produção de Evandro Ribeiro, executivo influente da CBS, Viva a Juventude! apresenta uma sonoridade direta, marcada por guitarras em primeiro plano, bateria acelerada, intervenções de saxofone e vocais coletivos que valorizam a espontaneidade dos músicos. A formação reunia Renato Barros na guitarra e voz, Paulo César Barros no baixo e nos vocais, Carlinhos na guitarra rítmica, Cid Chaves no saxofone e Tony na bateria, além de participações atribuídas a músicos como Cláudio Caribé. A gravação revela algumas limitações técnicas próprias de seu período: o equilíbrio entre os instrumentos nem sempre é satisfatório, e as guitarras ocasionalmente encobrem a bateria e as vozes. Essas imperfeições, entretanto, não comprometem a força de um trabalho cuja principal qualidade está na comunicação imediata com o ouvinte. Lançado originalmente pela CBS, com registro catalográfico 37397, o LP atravessou as décadas em sucessivas reedições, incluindo lançamentos em CD e disponibilização digital pelo catálogo administrado pela Sony Music. Seu valor histórico ultrapassa o êxito de Menina Linda: o álbum documenta o momento em que músicos brasileiros deixaram de ser meros intérpretes de novidades estrangeiras para desenvolver uma identidade própria dentro do rock. Se suas letras hoje parecem ingênuas diante das transformações posteriores da música popular, a energia das interpretações permanece convincente. Viva a Juventude! conserva, assim, a vitalidade de um disco que ajudou a dar forma, sotaque e personalidade a uma geração inteira.

Autor: Renato e Seus Blue Caps
Ano de lançamento: 1965
Produtor: Evandro Ribeiro
Gravadora: CBS Records, catálogo 37397
Gênero: Rock and roll, rockabilly, surf music e iê-iê-iê
Formato original: LP de vinil, 12 faixas
Músicos: Renato Barros (guitarra solo e voz), Paulo César Barros (baixo e voz), Carlinhos (guitarra rítmica e voz), Cid Chaves (saxofone) e Tony (bateria).

Tracklist
1. Negro Gato — Getúlio Côrtes.
2. Menina Linda (I Should Have Known Better) — John Lennon e Paul McCartney. Versão em português: Renato Barros.
3. Tremedeira (Tremarella) — Rossi, Alicata e Edoardo Vianello. Versão: Neusa de Souza.
4. Querida Gina — Renato Barros.
5. Sou Feliz Dançando com Você (I'm Happy Just to Dance with You) — John Lennon e Paul McCartney. Versão: Lílian Knapp.
6. Gatinha Manhosa — Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
7. Canto pra Fingir (My Whole World Is Falling Down) — Jerry Crutchfield e Bill Anderson. Versão: Rossini Pinto.
8. Garota Malvada (I Call Your Name) — John Lennon e Paul McCartney. Versão: Renato Barros.
9. Os Costeletas — Renato Barros, Getúlio Côrtes e Carlinhos.
10. Fruit Cake — B. Tucker.
11. Loop the Loop (Loop de Loop) — Teddy Vann e Joe Dong. Versão: Rossini Pinto.
12. Vera Lúcia — Renato Barros e Paulo César Barros (Paulinho).

A pescaria - A estreia do Tremendão no Rock brasileiro

O primeiro álbum de Erasmo Carlos reúne guitarras vibrantes, irreverência juvenil e influências internacionais em um registro decisivo para a formação da Jovem Guarda.

Lançado em 1965 pela RGE, A Pescaria marcou a estreia de Erasmo Carlos em álbuns e apresentou ao público um artista disposto a conquistar seu próprio espaço no rock brasileiro. Com 12 músicas distribuídas em aproximadamente 29 minutos, o disco surgiu em um momento de profundas transformações culturais, quando a juventude começava a construir uma identidade musical impulsionada pelos Beatles, Elvis Presley, Chuck Berry e pelas guitarras do surf rock norte-americano. Nascido no Rio de Janeiro em 1941, Erasmo Esteves cresceu na Tijuca, participou de grupos como The Snakes e Renato e Seus Blue Caps e encontrou em Roberto Carlos um parceiro de composição fundamental para sua trajetória. Produzido pelo próprio Erasmo, com direção artística atribuída a Benil Santos, o LP contou com o acompanhamento de Renato e Seus Blue Caps, responsáveis por boa parte da energia instrumental das gravações. O lançamento coincidiu com o ano de estreia do programa Jovem Guarda, da TV Record, que transformaria Erasmo, Roberto Carlos e Wanderléa em referências de uma geração fascinada por música, moda, automóveis e novas formas de comportamento.

O repertório combina humor, romantismo e uma rebeldia que dialogava diretamente com o cotidiano dos adolescentes. A faixa-título, A Pescaria, apresenta uma história divertida sobre um rapaz que tenta impressionar as garotas com suas habilidades de pescador, mas acaba recorrendo ao mercado para garantir o sucesso da aventura. Festa de Arromba, uma das composições mais emblemáticas da parceria entre Erasmo e Roberto Carlos, funciona como uma crônica musical da juventude brasileira, reunindo artistas e personalidades em uma festa imaginária. Já Beatlemania, escrita por Erasmo com música de Renato Barros, ironiza o fascínio provocado pelos quatro rapazes de Liverpool, embora seu arranjo revele a influência do próprio grupo britânico. Minha Fama de Mau, originalmente lançada em compacto de 1964, fortalece a imagem do cantor como um roqueiro irreverente, enquanto Sem Teu Carinho, composição de José Messias, explora sua interpretação romântica. Em Dia de Escola, versão de School Day, de Chuck Berry, o artista revisita as raízes do rock dos anos 1950, e No Tempo da Vovó recupera Ain't She Sweet, clássico norte-americano adaptado ao português. Entre guitarras elétricas, harmonizações vocais e ritmos dançantes, o álbum revela um músico interessado em aproximar diferentes vertentes do rock internacional da linguagem popular brasileira.

A participação de Renato e Seus Blue Caps garante unidade instrumental ao trabalho, com arranjos diretos, guitarras em destaque e vocais que remetem ao rock americano e ao iê-iê-iê britânico. Outro personagem importante é o tecladista Lafayette, cujo órgão Hammond ajudou a introduzir uma sonoridade característica nas gravações brasileiras daquele período, especialmente em Terror dos Namorados. Entre as curiosidades, Erasmo chegou a imaginar uma capa com os personagens Tom e Jerry, relacionados à composição de Getúlio Côrtes, mas não conseguiu autorização da Metro-Goldwyn-Mayer, responsável pelos desenhos. A solução definitiva apresentou o cantor em uma pescaria à beira-mar, aproximando visualmente o disco da estética praiana que ele admirava nos Beach Boys. Apesar da espontaneidade e da importância histórica, algumas letras apresentam humor excessivamente ingênuo, e a produção possui limitações de definição sonora perceptíveis em comparação com registros posteriores. Ainda assim, o álbum demonstra personalidade, repertório diversificado e uma interpretação cheia de entusiasmo. Relançado em CD nas décadas seguintes, inclusive em uma edição de 2005 com duas faixas adicionais, A Pescaria permanece como um documento expressivo do nascimento da Jovem Guarda e da consolidação de Erasmo Carlos como uma das figuras essenciais do rock nacional.


Autor: Erasmo Carlos

Ano de lançamento: 1965

Produtor: Erasmo Carlos

Direção artística: Benil Santos

Gravadora: RGE

Número de catálogo: XRLP 5278

Formato original: LP de vinil, 12 faixas

Músicos: Erasmo Carlos, Renato e Seus Blue Caps e Lafayette (órgão).

LADO A

1. A Pescaria (Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

2. Beatlemania (Erasmo Carlos / Renato Barros)

3. Festa de Arromba (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

4. Alguém Que Procuro (Francisco Lara)

5. Sem Teu Carinho (José Messias)

6. Minha Fama de Mau (Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

LADO B

7. Tom & Jerry (Getúlio Côrtes)

8. No Tempo da Vovó (Ain't She Sweet) (Milton Ager / Jack Yellen; versão: Erasmo Carlos)

9. Tra-la-la (Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

10. Terror dos Namorados (Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

11. Dia de Escola (School Day) (Chuck Berry; versão: Erasmo Carlos)

12. Gamadinho por Você (Renato Barros)


terça-feira, 20 de outubro de 2026

É proibido fumar - A explosão roqueira de Roberto Carlos

Com guitarras eletrizantes, romantismo juvenil e uma boa dose de irreverência, o álbum de 1964 consolidou a parceria com Erasmo Carlos e abriu caminho para a revolução musical da Jovem Guarda.

Lançado em 1964 pela CBS, É Proibido Fumar representa um momento decisivo na trajetória de Roberto Carlos, quando o jovem cantor de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, conquistava espaço entre os principais nomes do rock brasileiro. Terceiro álbum de sua discografia, sucedendo Louco por Você (1961) e Splish Splash (1963), o trabalho reúne 12 faixas em aproximadamente 28 minutos e 30 segundos, combinando rock and roll, rockabilly, surf music, doo-wop e baladas românticas. 

Gravado em junho de 1964, nos estúdios da CBS, no Rio de Janeiro, sob a produção de Evandro Ribeiro, o LP surgiu em um país marcado por transformações políticas, pela instauração da ditadura militar e pelo crescimento de uma cultura juvenil influenciada pelo cinema, pela televisão e pelos sucessos internacionais. Acompanhado pelo conjunto The Angels, posteriormente conhecido como The Youngsters, Roberto encontrou uma sonoridade mais vigorosa, marcada por guitarras elétricas, baixo destacado, bateria pulsante e intervenções de saxofone. Entre os instrumentistas estavam os irmãos Carlos e Sérgio Becker, Carlos Roberto, Jonas Damasceno e o baterista Romir Andrade. O resultado antecipava a identidade musical da Jovem Guarda, movimento que ganharia projeção nacional em 1965, com a estreia do programa homônimo na TV Record. Em uma época de forte presença da bossa nova e dos intérpretes tradicionais nas rádios, o disco ajudou a ampliar o espaço comercial do rock cantado em português, aproximando o repertório estrangeiro dos hábitos, das fantasias e das inquietações da juventude brasileira.

A faixa que dá nome ao álbum, composta por Roberto e Erasmo Carlos, tornou-se uma das gravações mais representativas do rock nacional, combinando a energia do rockabilly com uma narrativa divertida sobre um romance interrompido pela proibição de fumar. O humor da composição, sua estrutura melódica envolvente e a interpretação descontraída de Roberto contribuíram para transformar a música em um sucesso popular. Outro destaque é O Calhambeque, versão de Erasmo Carlos para Road Hog, de John D. Loudermilk e Gwen Loudermilk, cuja história de um automóvel antigo convertido em símbolo de conquista amorosa conquistou o público e se tornou uma marca da carreira do cantor. 

A gravação guarda uma curiosidade reveladora das limitações técnicas dos estúdios brasileiros naquele período: segundo o baterista Romir Andrade, o arranjo foi simplificado porque a bateria convencional encobria os demais instrumentos. A solução surgiu com a utilização de uma lata vazia de fita de gravação, tocada com vassourinhas, criando uma percussão discreta e original. Em Broto do Jacaré, também assinada pela dupla Roberto e Erasmo, aparecem influências da surf music popularizada pelos Beach Boys, enquanto Um Leão Está Solto nas Ruas, composição de Rossini Pinto, apresenta uma interpretação bem-humorada e dinâmica. Nasci Para Chorar, adaptação de uma canção de Dion DiMucci, explora o sofrimento amoroso, enquanto Desamarre o Meu Coração, versão de Unchain My Heart, sucesso associado a Ray Charles, aproxima Roberto das influências do rhythm and blues. A delicadeza de Rosinha, o sentimentalismo de Minha História de Amor e a atmosfera romântica de Amapola completam um repertório que alterna entusiasmo, humor e emoções juvenis.

A construção musical de É Proibido Fumar revela um artista em plena transformação, desenvolvendo uma personalidade vocal que conciliava a influência dos ídolos norte-americanos com características próprias da canção popular brasileira. Roberto Carlos participa também como instrumentista, tocando violão e guitarra, enquanto a presença dos The Youngsters proporciona unidade aos arranjos, mesmo com algumas limitações de gravação e produção características da época. Entre os compositores presentes estão José Messias, Helena dos Santos, Jovenil Santos, Rossini Pinto e a dupla Roberto e Erasmo, cuja parceria começava a adquirir importância histórica. Louco Não Estou Mais, outra composição dos dois, chama atenção por recuperar referências a músicas anteriores do repertório do cantor, funcionando como uma brincadeira com sua própria trajetória. 

O álbum também evidencia o papel dos versionistas na indústria fonográfica brasileira, responsáveis por transformar sucessos internacionais em canções capazes de dialogar diretamente com o público nacional. A importância comercial do trabalho contribuiu para consolidar a posição de Roberto na CBS e preparar sua ascensão como principal representante da Jovem Guarda. O repertório alcançou outros mercados, inclusive por meio de adaptações em espanhol reunidas no álbum Canta a la Juventud, lançado em 1965. Décadas depois, a faixa É Proibido Fumar continuaria atraindo novas gerações, recebendo interpretações de artistas como Rita Lee, Raul Seixas e Skank, cuja versão dos anos 1990 devolveu a composição às rádios. Relançado em CD pela Sony Music, inclusive em projetos de recuperação do catálogo coordenados por profissionais como Guto Graça Mello e Marcelo Fróes, o disco permanece como um registro fundamental dos primeiros passos do rock brasileiro. Embora algumas letras conservem a ingenuidade e os padrões sentimentais dos anos 1960, a espontaneidade das interpretações, a inventividade dos arranjos e a força das melodias garantem sua relevância histórica e artística.

Autor: Roberto Carlos
Ano de lançamento: 1964
Produtor: Evandro Ribeiro
Gravadora: CBS Records, catálogo 37352. Reedições pela Sony Music.
Gravação: Junho de 1964, nos estúdios da CBS, Rio de Janeiro.
Gênero: Rock and roll, rockabilly, surf music, doo-wop e pop.
Músicos: Roberto Carlos (voz, violão e guitarra); The Angels, posteriormente The Youngsters (acompanhamento instrumental), incluindo Sérgio Becker (saxofone), Carlos Becker, Carlos Roberto, Jonas Damasceno e Romir Andrade.

Tracklist
1. É Proibido Fumar. Compositores: Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
2. Um Leão Está Solto nas Ruas. Compositor: Rossini Pinto.
3. Rosinha. Compositores: Oswaldo Audi e Athayde Júlio.
4. Broto do Jacaré. Compositores: Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
5. Jura-me. Compositor: Jovenil Santos.
6. Meu Grande Bem. Compositora: Helena dos Santos.
7. O Calhambeque (Road Hog). Compositores: John D. Loudermilk e Gwen Loudermilk. Versão em português: Erasmo Carlos.
8. Minha História de Amor. Compositor: José Messias.
9. Nasci Para Chorar (Born to Cry). Compositor: Dion DiMucci. Versão em português: Erasmo Carlos.
10. Amapola. Compositor: Joseph M. Lacalle. Versão em português: Roberto Carlos.
11. Louco Não Estou Mais. Compositores: Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
12. Desamarre o Meu Coração (Unchain My Heart). Compositores: Agnes Jones e Freddy James. Versão em português: Roberto Carlos.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Ringo Starr leu o roteiro do filme sobre os Beatles e pediu revisões

O lendário baterista Ringo Starr, ícone eterno do mundo da música, demonstrou seu lado prático ao intervir diretamente na produção de uma grandiosa cinebiografia sobre os Beatles. Conhecido por espalhar mensagens de paz e amor, ele não hesitou em apontar correções necessárias ao diretor Sam Mendes, que comanda o projeto inovador dividido em quatro filmes. Essa colaboração visa garantir que a narrativa reflita com fidelidade os eventos reais da banda que revolucionou o rock.

Em uma conversa reveladora concedida ao jornal The New York Times, Starr compartilhou detalhes de um encontro marcante ocorrido em abril, em Londres. Durante dois dias intensos, ele e Mendes dissecaram o roteiro palavra por palavra, com o músico oferecendo diversas sugestões para tornar a história mais autêntica. Aos 85 anos recém-completados em 7 de julho, Ringo enfatizou a importância de uma representação honesta, especialmente em trechos que envolvem sua vida pessoal. O filme, no qual ele será vivido pelo ator Barry Keoghan, de “Saltburn”, promete capturar os altos e baixos da trajetória dos Fab Four.

Uma das maiores inquietações de Starr girava em torno da depiction de sua família e de seu primeiro casamento com Maureen Starkey Tigrett. Ele notou discrepâncias significativas no texto original, que não capturavam a essência de suas experiências reais. “Ele tinha um roteirista — muito bom, de grande reputação, e ele escreveu muito bem — mas não tinha nada a ver comigo e com a Maureen”, explicou. “Não era assim que a gente era. Eu dizia: ‘A gente nunca faria isso.’” Essa intervenção direta resultou em revisões que aproximaram o enredo da verdade vivida pelo artista.

Ringo e Maureen oficializaram o casamento em 1965, dando início a uma união que gerou três filhos: Zak Starkey, que já dividiu palcos com bandas como Oasis e The Who; Jason; e Lee. A separação do casal veio em 1975, após uma década repleta de memórias intensas. Dois anos depois, em 1981, Starr encontrou novo amor ao lado da atriz e modelo Barbara Bach, com quem permanece casado até hoje. Essas etapas familiares, tão centrais em sua jornada, ganharam um tratamento mais preciso graças às observações do baterista, evitando distorções que poderiam alterar o legado pessoal de sua história.

Com as alterações implementadas, Ringo expressou maior contentamento com a versão atual do roteiro, embora ainda se intrigue com os desafios logísticos do projeto. Imaginar a filmagem simultânea de quatro longas-metragens parece uma empreitada hercúlea, mas ele confia na visão criativa de Mendes. “Mas ele vai fazer o que tiver que fazer”, disse Starr. “E eu vou mandar paz e amor pra ele.” Essa atitude otimista reflete o espírito resiliente que sempre marcou a carreira do músico, mesmo diante de produções de tal magnitude.

O elenco estelar já conta com nomes promissores para dar vida aos membros da banda: Harris Dickinson, de “Triângulo da Tristeza” e “The Iron Claw”, interpretará John Lennon; Paul Mescal, revelação de “Aftersun” e “Gladiador II”, assumirá o papel de Paul McCartney; e Joseph Quinn, conhecido por “Stranger Things” e também “Gladiador II”, encarnará George Harrison. Essa escolha de atores talentosos eleva as expectativas, prometendo performances que honrem a complexidade de cada integrante dos Beatles.

Responsáveis pelos roteiros, os escritores Jez Butterworth (“Ford vs Ferrari”, “007: Spectre”), Peter Straughan (“O Espião que Sabia Demais”) e Jack Thorne (“Enola Holmes”) trazem um currículo premiado à mesa. Ainda não se sabe ao certo como eles dividirão as tarefas entre os quatro filmes ou se trabalharão de forma integrada, mas sua expertise garante um texto rico e envolvente. O lançamento está agendado para o começo de 2028, sob o título provisório “The Beatles – A Four Film Cinematic Event”.

Essa cinebiografia representa um marco histórico, sendo a primeira vez que a Apple Corps Ltd., empresa dos Beatles, e os próprios ex-membros liberam o uso integral de suas biografias e catálogo musical em uma produção ficcional. Cada filme focará em um dos quatro integrantes, mas as narrativas se entrelaçarão para tecer o relato completo da ascensão da maior banda de todos os tempos, repleto de surpresas e lições eternas sobre criatividade, amizade e o preço da fama.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Paul McCartney é um dos 100 Pessoas Mais Influentes na Música pela revista TIME

 


Poucos nomes na história da música carregam o peso de Paul McCartney. Como membro fundador dos Beatles, suas melodias moldaram a trilha sonora do século XX, enquanto sua carreira solo e colaborações estenderam sua influência bem até o século XXI. Agora, a revista TIME oficialmente colocou McCartney em sua lista das 100 Pessoas Mais Influentes na Música, uma honra que celebra não apenas seu passado lendário, mas também a maneira notável como ele continua a moldar o futuro.

O que faz esse reconhecimento ressoar tão fortemente é a história por trás dele. Os editores da TIME enfatizaram que a inclusão de McCartney não se trata apenas de nostalgia ou do poder duradouro de “Hey Jude”, “Let It Be” ou “Yesterday”. Em vez disso, trata-se de sua capacidade de permanecer relevante, criativo e expressivo em um cenário musical em rápida mudança. Desde sua turnê íntima “Got Back” de 2022, que esgotou arenas ao redor do mundo, até suas colaborações com artistas metade da sua idade, McCartney continua a provar que a arte não conhece limites de tempo.

Ainda mais surpreendente foi a revelação de que sua influência vai além da própria música. A TIME elogiou McCartney por sua defesa de questões como direitos dos animais, proteção ambiental e unidade global através das artes. Sua voz — seja em canções ou em princípios — permanece uma das mais confiáveis e admiradas na cultura popular.

“Paul McCartney não é apenas um músico,” observou o artigo. “Ele é um contador de histórias, um ativista e um ícone global cujo legado ainda está sendo escrito.”

Para os fãs, essa conquista parece tanto um tributo quanto um lembrete: a jornada de McCartney está longe de terminar, e o mundo ainda ouve ansiosamente.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Ronnie Von revela que não pensa em aposentadoria



Em conversa com o jornal O Globo, o apresentador, que está na TV desde os anos 60 e que comanda o programa citado desde o ano passado, deixou claro que não pensa em parar. “Passei 40 anos fazendo pelo menos quatro viagens por semana devido aos shows. Era o meu ofício e tudo o que tenho devo a música. Parei em função disso, cheguei no meu limite. Não quero que aconteça o mesmo com a televisão. Não penso em me aposentar”, disse. 

“Estou muito firme. Por mim, trabalharia até morrer e se morresse no palco ficaria mais feliz. Saio de casa, com algum problema, e quando acende a câmera, me transformo. É isso que de uma certa forma me deixa vivo e me faz sonhar“, emendou. Ronnie destacou que a televisão não é sua sobrevivência, mas sua vida. De acordo com o famoso, passou-se o tempo que se ganhava milhões com isso, já que hoje a coisa está um pouco mais modesta. Ronnie Von fala sobre saúde Na conversa, o apresentador contou também que apenas faz uma caminhada na quadra de tênis. 

Cabe lembrar que no meio do ano o comunicador teve uma pneumonia viral e ficou sete dias na UTI. Ronnie explicou que teve medo disso tomar uma grande proporção. “Não quero transparecer fragilidade. Sou forte. Fiquei quieto. Aviso que estou ótimo. E não faço absolutamente nada. Não tomo suplemento, posso ser chamado de metrossexual, mas nunca fiz nada. Não tenho plástica. Se eu estou inteiro é genética. Estou é muito relaxado”, admitiu.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Quadro pintado pelos Beatles no Japão vai a leilão pela Christie’s


Os Beatles criaram juntos uma pintura em 1996, chamada “Imagens de uma Mulher”. No geral, os membros do grupo pintaram-no durante uma turnê pela famosa Nippon Budokan Arena do Japão. Os intérpretes criaram a peça durante uma pausa na música, na suíte presidencial do Tokyo Hilton. Agora, a pintura estará à venda na casa de leilões Christie's, em Nova York, no dia 1º de fevereiro.

Alguns especialistas afirmam que esta é a única obra de arte criada pelos quatro Beatles. Ou no mínimo, tinha assinaturas de todos para artistas. O valor de mercado previsto de “Imagens de uma Mulher” está entre US$ 400.000 e US$ 600.000. Além disso, a peça “cristaliza um momento mágico na história dos Beatles”, disse o especialista da Christie's, Casey Rogers.

“É uma raridade ter uma obra em papel fora de seu catálogo musical que seja (uma) relíquia física, um objeto tangível com contribuições de todos os quatro Beatles ”, disse ela sobre a pintura de 21,5 por 31 polegadas. “Como recordação, é uma obra de arte, atrai provavelmente um grupo muito maior de colecionadores… É uma maravilhosa peça de narrativa”. Segundo histórias, os Fab Four visitaram o Japão por aproximadamente 100 horas durante uma turnê em 1966.

Enquanto estava no Japão, o grupo enfrentou várias ameaças de nacionalistas japoneses. Eles ficaram insatisfeitos porque a banda de rock ocidental se apresentou em um local considerado um centro etéreo para artes marciais. Referindo-se a um comunicado de imprensa da Christie’s , um visitante deu-lhes alguns materiais criativos. Em pouco tempo, o grupo se reuniu em torno de uma mesa que tinha uma luminária posicionada vagamente em cima de uma folha em branco de papel artístico japonês no centro.

Cada Beatle pintou um quadro distinto enquanto estava sentado em um canto. Robert Whitaker, fotógrafo, esteve presente para documentar a equipe em ação. “Nunca os vi mais calmos ou mais contentes do que neste momento”, observou, segundo comunicado da Christie’s . Com muita variação de formas, cores e até tintas utilizadas, cada área da pintura tem um toque próprio.

A seção de Harrison parece se estender ao máximo em seu canto e emprega pinceladas mais escuras e de aparência mais agressiva. Por outro lado, Starr tem uma área mais caricatural e mais estreita. Tanto Lennon quanto McCartney trabalharam principalmente com acrílico, observou a Christie's. Harrison e Starr confiaram mais na aquarela. As assinaturas aparecem a seguir no centro, onde anteriormente ficava a lâmpada.

Embora os Beatles nunca tenham dado um nome formal à sua obra de arte, no final da década de 1980 ela passou a ser conhecida como “Imagens de uma Mulher”. Naquela época, “um jornalista japonês pensou que podia ver os órgãos genitais femininos no quadrante de Paul”, segundo a Christie's. “Está tudo muito nos olhos de quem vê, não é? Não era necessariamente a intenção da pintura tal como estava sendo feita. Acho que foi mais fluido, foi mais livre e apenas os membros se expressaram”, disse Rogers.

Brasil tem 149 Lennons e um Ringo foragidos da Justiça



O Brasil tem, atualmente, mais de 28 mil foragidos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Os crimes cometidos são muitos: furto, roubo, lavagem de dinheiro, atraso no pagamento de pensão e homicídio. E entre esses milhares de procurados, estão alguns com nomes… curiosos.

A Itatiaia fez um levantamento com base nos arquivos do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNPM) e encontrou vários suspeitos com nomes folclóricos. Entre eles, estão ‘xarás’ de membros dos Beatles, dos reis do Rock e do Pop e até de um famoso personagem de TV dos anos 1980.

Vale lembrar que o levantamento feito pela Itatiaia só traz os nomes registrados na certidão de nascimento do foragido, sem contar com os apelidos de alguns desses criminosos. Confira abaixo alguns nomes folclóricos encontrados no sistema judiciário.

Membros dos Beatles
No total, 149 Lennons são alvos de mandados de prisão em aberto no momento. Além do nome original, John Lennon, existem foragidos com variações curiosas do nome do fundador dos Beatles, como ‘Djon Lenon’, ‘Dhon Lennon’, ‘Lenom’ e ‘Jonln Lenom’.

Enquanto muitos criminosos têm o nome do guitarrista dos Beatles, apenas um é xará do baterista Ringo. Esse, no caso, é alvo de três mandados de prisão no Paraná, dois por ameaça e um por roubo.

Rei do Rock
‘Maior que os Beatles, só Elvis Presley’. A frase é real, pelo menos em relação aos mandados de prisão. São 181 homônimos do ‘rei do Rock’ procurados atualmente. Um deles responde por tráfico de drogas e tem o nome escrito um pouco diferente: ‘Elvis Pernes’.

Rocket Man
Pelo menos 15 homônimos do famoso cantor britânico são alvos de mandados de prisão atualmente. Um deles, Elton João, é considerado foragido pela Justiça paranaense desde 2018 por estupro de vulnerável.

Fonte: Itatiaia

Ozzy Osbourne sobre conhecer Paul McCartney: “Foi como encontrar Jesus Cristo”


Ozzy Osbourne é ídolo de milhares de pessoas ao redor do planeta, isso não há dúvida! No entanto, até um ícone da música como o Príncipe das Trevas tem seus heróis. Em novo episódio do podcast The Osbournes, o Madman relembrou que ficou maravilhado ao conhecer Paul McCartney. De acordo com o comedor de morcego, conhecer o eterno Beatle foi como encontrar Jesus Cristo.

“Eu sou um grande fã dos Beatles, então, quando eu conheci Paul McCartney, foi como encontrar com Jesus Cristo”, declarou Osbourne.

“Ele foi um cara muito legal”, destacou Ozzy. “Quando eu ganhei um Grammy, ele veio me congratular pela conquista”, pontuou. “Isso foi muito, muito especial”, finalizou. O amor de Osbourne pelo Fab Four é tão grande e intenso a ponto de fazer uma versão de In my Life, hit do álbum Rubber Soul, de 1965. A versão do Madman saiu no álbum Under Cover, lançado em 2005.

 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Ingressos para shows da Sinfônica de Santos em homenagem aos Beatles serão distribuídos dia 24

 Uma das principais atrações dos 478 anos da Cidade, as duas apresentações da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS) em homenagem aos Beatles prometem lotar o Teatro Municipal Braz Cubas (Avenida Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), no próximo dia 25, às 19h e 22h.


Nos dois shows, a sinfônica santista terá como convidados Lucas Degasperi, Mauro Hector, Paulo Faria e Bruno Silveira. A distribuição gratuita de ingressos (dois por pessoa) para o espetáculo será realizada na quarta-feira (24), a partir das 13h, no Teatro Rosinha Mastrangelo (piso térreo do Teatro Municipal).

SHOWS NA PRAIA
A programação cultural do aniversário de Santos prevê outras atrações gratuitas. Ainda no dia 25, a partir das 18h, Didi Gomes e Banda se apresentam no palco do Gonzaga (próximo à Praça das Bandeiras), com participação dos convidados Vavá e Marcio. Na sequência, às 20h30, a atração será a cantora Rafa Laranja.

Dia 26, aniversário de Santos, a partir das 20h, a cantora Pitty sobe ao palco do Gonzaga para sacudir sua legião de fãs. A noite ainda contará com um grande show pirotécnico. Já no dia 27 haverá diversas atrações no Gonzaga. Às 15h, o público confere o Esqueminha do Bola, e em seguida, às 16h, grupo Feitiço, com participação de Fernando Negrão. Ao anoitecer, o rock toma conta do local com Garage Fuzz, às 18h30 e Zimbra, às 20h.

Encerrando a programação comemorativa da Secretaria de Cultura de Santos (Secult) em grande estilo, dia 28 o palco do Gonzaga recebe a banda Jota Quest, a partir das 20h.

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade.Conheça os outros artigos dos ODS.