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terça-feira, 24 de janeiro de 2017
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Os Brasas e a cena de Jovem Guarda no Rio Grande do Sul
O impacto da Jovem Guarda no Rio Grande do Sul deu origem a uma
verdadeira cena local de bandas inspiradas nos ídolos nacionais. A
movimentação era impulsionada por programas de rádio e televisão que
divulgavam a novidade do momento.
Algumas bandas ousaram se aventurar por São Paulo e Rio, como Os Brasas e Os Cleans, mas a maioria se manteve restrita ao circuito de bailes porto-alegrense. O que não era pouca coisa. Cada clube contava com três ou quatro bandas por noite. Era assim o contato entre os músicos: quando uns chegavam, outros davam tchau.
Foi o início do rock cantado por aqui. Até o estouro da Jovem Guarda, no início dos anos 1960, o circuito de bailes era animado principalmente por bandas instrumentais, como Flamboyant e o célebre conjunto de Norberto Baldauf.
— Tínhamos até medo de tocar perto desses caras, que eram brilhantes — lembra Zé Roberto, ex-integrante d’Os Cleans e um dos pioneiros da guitarra em Porto Alegre.
O estouro da Jovem Guarda, na verdade, vinha na esteira de um fenômeno de proporções ainda maiores: a beatlemania.
O músico e radialista Mutuca explica:
— Em Porto Alegre, os grupos chamados de “conjuntos” vinham de antes da Jovem Guarda, com uma visão própria do rock americano. Quando a beatlemania chegou, surgiu a Jovem Guarda em São Paulo. Ao mesmo tempo, em Porto Alegre, os músicos faziam sua própria leitura do movimento mundial.
Os Brasas foram provavelmente a banda mais bem-sucedida do iê-iê-iê gaúcho, tendo lançado, em 1968, um LP que levava o nome do grupo, relançado em CD em 2009. Acompanharam, em estúdio, nomes como Wanderléa, Vanusa e Antonio Marcos.
— Fomos para São Paulo em 1966. Porto Alegre tinha se tornado pequena para nós – relembra Luis Vagner, ex-integrante d’Os Brasas que depois enveredou com sucesso pelo samba-rock em carreira solo.
— Em São Paulo, começamos a desenvolver uma carreira. Depois fomos para o Rio. De 1969 para 70, um produtor perdeu a fita do que seria nosso segundo disco e aquilo nos abalou. Resolvemos nos separar e seguir em carreiras individuais.
Os Cleans também tinham abandonado o barco. É que os tempos começaram a mudar, e o iê-iê-iê deu lugar a outros sons. Zé Roberto é quem conta:
— Nadamos, nadamos e morremos na praia em São Paulo. Depois de enfrentar dificuldades em todos os aspectos, nos abrimos para o que estava acontecendo. Incluímos teclados e sintetizadores e começamos a atacar com covers de Yes, Led Zeppelin.
Na avaliação do jornalista e pesquisador Gilmar Eitelwein, a Jovem Guarda gaúcha não chegou a ter uma cor local:
— A cena local foi uma cópia de um movimento nacional, poucos se aventuraram a criar. Entre esses poucos, estiveram Os Brasas, que começaram a compor e foram ao centro do país.
Criado em meio àquela efervescência, o baterista Edinho Espíndola — que depois integrou o Liverpool e o Bixo da Seda — recorda o espírito daqueles tempos:
— Lembro das festas lotadas, todo mundo usando calça boca-de-sino, as golas exageradas. Tinha gente que não curtia, que se chocava com aquela aparência. Mas não vejo com antipatia. As pessoas apenas queriam ser Roberto Carlos.
Fonte: Zero Hora
Algumas bandas ousaram se aventurar por São Paulo e Rio, como Os Brasas e Os Cleans, mas a maioria se manteve restrita ao circuito de bailes porto-alegrense. O que não era pouca coisa. Cada clube contava com três ou quatro bandas por noite. Era assim o contato entre os músicos: quando uns chegavam, outros davam tchau.
Foi o início do rock cantado por aqui. Até o estouro da Jovem Guarda, no início dos anos 1960, o circuito de bailes era animado principalmente por bandas instrumentais, como Flamboyant e o célebre conjunto de Norberto Baldauf.
— Tínhamos até medo de tocar perto desses caras, que eram brilhantes — lembra Zé Roberto, ex-integrante d’Os Cleans e um dos pioneiros da guitarra em Porto Alegre.
O estouro da Jovem Guarda, na verdade, vinha na esteira de um fenômeno de proporções ainda maiores: a beatlemania.
O músico e radialista Mutuca explica:
— Em Porto Alegre, os grupos chamados de “conjuntos” vinham de antes da Jovem Guarda, com uma visão própria do rock americano. Quando a beatlemania chegou, surgiu a Jovem Guarda em São Paulo. Ao mesmo tempo, em Porto Alegre, os músicos faziam sua própria leitura do movimento mundial.
Os Brasas foram provavelmente a banda mais bem-sucedida do iê-iê-iê gaúcho, tendo lançado, em 1968, um LP que levava o nome do grupo, relançado em CD em 2009. Acompanharam, em estúdio, nomes como Wanderléa, Vanusa e Antonio Marcos.
— Fomos para São Paulo em 1966. Porto Alegre tinha se tornado pequena para nós – relembra Luis Vagner, ex-integrante d’Os Brasas que depois enveredou com sucesso pelo samba-rock em carreira solo.
— Em São Paulo, começamos a desenvolver uma carreira. Depois fomos para o Rio. De 1969 para 70, um produtor perdeu a fita do que seria nosso segundo disco e aquilo nos abalou. Resolvemos nos separar e seguir em carreiras individuais.
Os Cleans também tinham abandonado o barco. É que os tempos começaram a mudar, e o iê-iê-iê deu lugar a outros sons. Zé Roberto é quem conta:
— Nadamos, nadamos e morremos na praia em São Paulo. Depois de enfrentar dificuldades em todos os aspectos, nos abrimos para o que estava acontecendo. Incluímos teclados e sintetizadores e começamos a atacar com covers de Yes, Led Zeppelin.
Na avaliação do jornalista e pesquisador Gilmar Eitelwein, a Jovem Guarda gaúcha não chegou a ter uma cor local:
— A cena local foi uma cópia de um movimento nacional, poucos se aventuraram a criar. Entre esses poucos, estiveram Os Brasas, que começaram a compor e foram ao centro do país.
Criado em meio àquela efervescência, o baterista Edinho Espíndola — que depois integrou o Liverpool e o Bixo da Seda — recorda o espírito daqueles tempos:
— Lembro das festas lotadas, todo mundo usando calça boca-de-sino, as golas exageradas. Tinha gente que não curtia, que se chocava com aquela aparência. Mas não vejo com antipatia. As pessoas apenas queriam ser Roberto Carlos.
Fonte: Zero Hora
Portal Jovem Guarda, 10 anos esquentando feito brasa!
Não é à toa que o Portal Jovem Guarda faz 10 anos no dia dos 50 anos da Jovem Guarda. Fruto da parceria de Marcelo Froes e de José Carlos Almeida, foi ao ar para celebrar os 40 anos no dia 22/08/2005 - com apoio dos artistas e diversos amigos, notadamente Janaina Huang, Henrique Kurtz e Valdir Siqueira.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Influenciada pelos Beatles, Jovem Guarda faz 50 anos
O caminho para a aceitação do rock no Brasil demandou tempo e paciência. A bossa nova dominava o mercado e tinha forte apelo junto aos jovens mais sofisticados que consideravam o rock coisa de suburbano inculto. Pioneiros como os irmãos Celly e Tony Campello, Sergio Murilo, Ronnie Cord, Demétrius e Carlos Gonzaga se viravam como podiam, gravando de forma barata, mas entusiasmada, versões de canções estrangeiras. A produção era incipiente e o ritmo também lutava contra o bolero e a música italiana, que por incrível que pareça, eram vendidos como “música jovem”.
A TV Record tinha perdido o direito de transmitir os jogos de futebol durante os domingos. Para preencher a lacuna, foi decidido criar um programa de música jovem. Depois que a escolhida Celly Campello disse não, os produtores chamaram Roberto Carlos, um ídolo em ascensão. Roberto indicou Erasmo Carlos e Wanderléa para ajudá-lo na tarefa e o programa, batizado de Jovem Guarda, estreou no dia 22 de agosto de 1965 e teve um impacto cultural semelhante à beatlemania.
A Jovem Guarda criou novos ídolos, lançou moda e popularizou de vez as guitarras no Brasil. No mesmo instante, Roberto estourava com “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” e se consagrava como o Rei da Juventude. Tudo mudou com o impacto cultural causado pelos Beatles a partir de 1964. Todos os países ocidentais e capitalistas tiveram algum movimento similar ao causado pelo quarteto britânico. No Brasil, o papel foi destinado no ano seguinte à turma da Jovem Guarda ou Iê-Iê-Iê, como chamavam os contemporâneos.
O recorte estético sonoro e visual passava pela Inglaterra, mas a Jovem Guarda possuía uma brejeirice e inocência que eram tipicamente brasileiras. As elites culturais massacraram o movimento, afirmando que as canções tinham letras ingênuas e harmonias simplórias. A Jovem Guarda hoje exerce um apelo nostálgico, mas em sua época foi fundamental para cimentar o status da cultura jovem no país. Tocar guitarra elétrica passou a ser algo normal e desejado. E um movimento que tinha na linha de frente Roberto e Erasmo Carlos não poderia ser chamado de banal.
As guitarras e amplificadores haviam chegado para ficar, mas haviam alguns desavisados que não acreditavam nisso, como os que participaram da famigerada passeata contra a guitarra elétrica, ocorrida em São Paulo em 1967. O mais irônico é que, fazendo o papel de gaiato, lá estava justamente o futuro tropicalista Gilberto Gil. E afinal, os tropicalistas eram roqueiros? Sim e não. Eles tinham no sangue a bossa nova e música regional, mas felizmente não eram puristas ou fechados a outras influências. Caetano Veloso enxergava valor na Jovem Guarda e, alertado por Maria Bethânia, passou a prestar atenção em Roberto Carlos.
Fonte: Jornal Luzitânia
sábado, 22 de agosto de 2015
Helô Pinheiro: ‘Fui dispensada por Roberto Carlos’ Jovem Guarda
Helô Pinheiro adora mostrar os seus momentos com a neta, Rafinha Justus, nas redes sociais, mas desta vez, ela preferiu revelar um pouco sobre a sua vida amorosa. A mãe de Ticiane Pinheiro foi uma das convidadas do programa Chega Mais, da RedeTV!, e contou aos apresentadores, Renata Kuerten e Matheus Mazzafera, que já viveu um affair com o cantor, Roberto Carlos:
- Ele é uma paixão nacional e eu o adoro. A história de como nos conhecemos é muito comprida, mas vou resumir: certa vez, durante um voo, ele pediu uma foto minha e eu entreguei uma 3x4. Conversamos e ele me ofereceu uma carona. Ao chegarmos na porta da minha casa, ele me convidou para assistir ao show que faria naquela noite, mas eu não podia desmarcar o compromisso que tinha e não pude ir, o que hoje vejo como uma burrice.
Helô contou ainda que já deu um beijo no Rei, mas que acabou levando um fora dele:
- Enfim, na despedida, ele me deu um beijo, mas foi um beijo de selo molhado, sabe? Um beijinho que desliza, sem querer. Quando fui a outro show do Roberto, perguntei se ele havia guardado minha foto e ele disse que tinha jogado fora. Ele não guardou minha foto, me dispensou!
- Ele é uma paixão nacional e eu o adoro. A história de como nos conhecemos é muito comprida, mas vou resumir: certa vez, durante um voo, ele pediu uma foto minha e eu entreguei uma 3x4. Conversamos e ele me ofereceu uma carona. Ao chegarmos na porta da minha casa, ele me convidou para assistir ao show que faria naquela noite, mas eu não podia desmarcar o compromisso que tinha e não pude ir, o que hoje vejo como uma burrice.
Helô contou ainda que já deu um beijo no Rei, mas que acabou levando um fora dele:
- Enfim, na despedida, ele me deu um beijo, mas foi um beijo de selo molhado, sabe? Um beijinho que desliza, sem querer. Quando fui a outro show do Roberto, perguntei se ele havia guardado minha foto e ele disse que tinha jogado fora. Ele não guardou minha foto, me dispensou!













